10 abril 2012

Diabetes

Vamos falar agora de um problema que não escolhe idade, sexo, raça, classe social e está presente em todas as partes do mundo. O diabetes pode atingir crianças, jovens, idosos, homens, mulheres, asiáticos, latinos...
De acordo com a Federação Internacional de Diabetes, o diabetes acomete mais de 250 milhões de pessoas no mundo e, se nenhuma providência for tomada, calcula-se que esse número alcance os 380 milhões até 2025.
No Brasil, em 2006, já tínhamos mais de 10 milhões de pessoas com diabetes, sendo mais de 8 milhões com idade entre 30-69 anos e 1,5 milhão acima de 69 anos... Atualmente, estima-se que cerca da metade deles ainda desconhece o próprio problema.
Conhece alguém com diabetes? Descobriu que tem diabetes? Fique tranquilo. Hoje, graças aos recursos da medicina, já é possível controlar melhor este problema preservando, acima de tudo, a qualidade de vida. Por que esperar então para controlar o diabetes e prevenir suas complicações?

Entenda melhor o diabetes

Dizer que uma pessoa tem diabetes é o mesmo que dizer que ela tem uma quantidade de açúcar no sangue acima do que seria normalmente esperado. Aparentemente isso pode não explicar muito, mas acontece que o excesso de açúcar e as alterações hormonais que o acompanham costumam agredir os vasos sanguíneos e alguns dos principais órgãos do nosso corpo.
A pergunta que logo vem à mente, então, é: por que essas pessoas acumulam quantidade maior de açúcar no sangue? A resposta está ligada a um hormônio bastante conhecido: a insulina.
Para entender melhor, imagine que você esteja dirigindo e seu carro começa a falhar. No painel, uma luz indica que é preciso reabastecê-lo. Após encher o tanque, o automóvel volta a funcionar. Agora pense na mesma situação acontecendo com o seu corpo. Assim como o veículo, a máquina humana precisa de combustível para entrar em ação. Se faltar gasolina, o organismo sofre as conseqüências. Nosso combustível é a glicose (açúcar) retirada dos alimentos, que produz a energia necessária para sobrevivermos. Da mesma forma que a gasolina necessita de uma mangueira para ser colocada no tanque, a glicose precisa da insulina, hormônio fabricado no pâncreas que facilita a entrada do açúcar nas células. Só que para quem tem diabetes esse mecanismo não funciona assim. Quando o organismo não produz, produz insuficientemente ou não processa a insulina de forma adequada, a glicose não consegue chegar dentro da célula. Parte dela é eliminada na urina e o restante vai se acumulando no sangue, tornando-se tóxica e podendo levar a uma série de consequências.
A insulina, a glicose e o diabetes
A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que tem por função facilitar a entrada de açúcar no interior das células. Esse açúcar, representado principalmente pela glicose, é fundamental para que a célula produza energia para sobreviver. Assim, a insulina circula pelo sangue e "abre as portas" das células para a entrada da glicose. Portanto, fica fácil entender porque a falta de insulina faz com que as células não consigam aproveitar a glicose como fonte de energia. É como se nossas células tivessem alimento à sua disposição, mas não conseguissem abrir a boca para comê-lo.
A insulina, a Glicose e o Diabetes
A glicose é um tipo de açúcar ou, falando de uma maneira mais técnica, é um tipo de carboidrato.

Sintomas

Os principais sintomas que mostram que o nível de glicose está elevado no sangue são cansaço, sede e fome excessivas, grande quantidade de urina, perda de peso e visão turva.

Diagnóstico

Existem diversos testes que podem mostrar se uma pessoa é diabética. O mais comum é o teste de glicemia feito em jejum de 8 a 12 horas, que verifica o nível de glicose presente no sangue. Pessoas não diabéticas apresentam glicemia de jejum entre 70 mg/dl e 99 mg/dl. Nos diabéticos, esse resultado é igual ou superior a 126 mg/dl. Resultados entre 100 mg/dl e 125 mg/dl são considerados como sinal de pré-diabetes e se esse for seu caso o médico poderá orientá-lo sobre como proceder para evitar que você se torne diabético.

Glicemia, hiperglicemia, hipoglicemia...

A quantidade de glicose que existe no sangue é chamada de glicemia. A glicemia depende diretamente da insulina produzida pelo pâncreas e da quantidade de açúcar - ou carboidratos - que ingerimos durante o dia. Portanto, para se atingir o patamar ideal na quantidade de glicose no sangue é necessário que exista equilíbrio entre o que comemos e a quantidade de insulina que o pâncreas produz.
Se comermos muitos carboidratos, nossa glicemia vai subir. Porém, se o pâncreas estiver funcionando bem, produzirá rapidamente uma quantidade maior de insulina para fazer com que toda aquela glicose possa ser aproveitada pelas células. Mas, e se o pâncreas não conseguir aumentar sua produção de insulina? Ao respondermos a essa pergunta, começamos a entender o que é o diabetes.
Sempre que a insulina produzida não for suficiente para colocar a glicose para dentro das células, teremos excesso de glicose no sangue. É o que chamamos de hiperglicemia. Por outro lado, se comermos pouco carboidrato em relação à quantidade de insulina que está circulando, sobrará pouca glicose no sangue. Nesse caso, falamos em hipoglicemia.
Glicemia Ideal

O exame de glicemia

A glicemia nunca é igual ao longo do dia. Depois que comemos ou depois de muito tempo em jejum, a glicemia pode variar entre muito alta e muito baixa ou ainda oscilar de minuto a minuto. Por isso, ao colhermos um exame de glicemia, pede-se jejum de pelo menos 8 horas na tentativa de padronizar os resultados.
Caso o exame de glicemia seja colhido pouco depois de uma refeição, por exemplo, o resultado será muito maior do que se fosse colhido em jejum.
Nos indivíduos sem diabetes, a variação da glicemia em jejum vai de 70 mg/dL a 99 mg/dL e a da glicemia medida duas horas após uma refeição vai até 139mg/dL.Valores de glicemia de jejum entre 100 mg/dL e 125 mg/dL e de glicemia pós-prandial entre 140 a 199mg/dL são um alerta de que algo não vai bem. O diagnóstico do diabetes é feito com valores de glicemia de jejum maiores ou iguais a 126mg/dL ou de glicemia duas horas após uma refeição maiores ou iguais a 200mg/dL.

Hipoglicemia

Você, provavelmente, já deve ter sentido um mal-estar ou tontura após ter ficado muito tempo sem comer. Essas sensações podem indicar hipoglicemia.
A falta de alimentos - principalmente de carboidratos - faz com que haja pouca glicose disponível para as células, uma vez que a insulina do sangue não pára nunca de colocar glicose dentro delas. Os sintomas dessa hipoglicemia podem variar desde mal-estar, fome, tonturas e tremores, até condições mais graves como confusão mental, convulsões ou coma, dependendo da quantidade de glicose que ainda fica na circulação.
Os casos mais leves de hipoglicemia, em geral, são tratados facilmente, bastando ingerir um pouco de carboidratos de ação rápida, como água com açúcar, balas, suco de laranja, leite ou refrigerante. Já os casos mais graves precisam ser tratados em hospital, com glicose intravenosa.

Possíveis sintomas de Hipoglicemia

#Cansaço e mal-estar
#Confusão mental 
#Tremores 
#Alterações visuais 
#Taquicardia 
#Alterações do comportamento 
#Palidez 
#Convulsões
#Sudorese 
#Perda de consciência 
#Sensação de fome 
#Coma
Tratando a hipoglicemia
Se você passar por uma crise de hipoglicemia, procure rapidamente consumir alimentos ou bebidas doces, tais como água com açúcar, chocolate, balas, suco de laranja, leite ou refrigerante não dietético para elevar os níveis de glicemia rapidamente. Esses alimentos contêm, em geral, uma mistura de açúcares simples, de absorção mais rápida (glicose), juntamente com açúcares de absorção mais lenta (sacarose), e podem aumentar seu nível de glicemia em até 50 mg/dL dentro de apenas 30 minutos!
O ideal seria ingerir uma solução especial de glicose e açúcar, que pode ser encontrada em farmácias e lojas especializadas em produtos para portadores de diabetes.
Independentemente do que for feito, procure sempre um médico ou pronto-socorro se a crise tiver sido forte, para que haja melhor controle.
Pacientes com diabetes tipo 2 mal controlados podem apresentar sintomas de hipoglicemia, mesmo quando a glicemia estiver acima de 100 mg/dL. Isto porque eles já se acostumaram tanto com níveis elevados (acima de 200-300 mg/dL) que mesmo pequenas quedas de glicemia podem desencadear sintomas de hipoglicemia.

Hiperglicemia

É comum alguém ter hiperglicemia?

Não, a menos que essa pessoa tenha diabetes e que seu tratamento não esteja surtindo o efeito desejado. Neste caso, a glicose do sangue não está sendo adequadamente utilizada pelas células, seja pela falta de produção suficiente de insulina, seja por algum problema da própria célula que a impeça de receber a glicose.
Em todo caso, quando alguém apresenta hiperglicemia, surgem sintomas como excesso de sede e fome e produção de urina em maior volume, uma vez que os rins começam a eliminar o excesso de glicose. Casos mais graves podem levar à cetoacidose, à confusão mental e até mesmo ao coma, principalmente no diabetes tipo 1. Se a hiperglicemia persistir cronicamente, como costuma ocorrer em pessoas com diabetes mal controlado, podem surgir complicações renais, oculares e cardiovasculares.

Diabetes tipo 1

Em geral, o diabetes tipo 1 se inicia na infância ou na adolescência e necessita ser tratado com insulina durante toda a vida. Nesse tipo de diabetes, o pâncreas progressivamente não consegue mais produzir insulina em quantidades suficientes até chegar ao ponto de incapacidade total.
O diabetes tipo 1 manifesta-se geralmente de maneira abrupta, com sintomas importantes de hiperglicemia (excesso de sede e fome, aumento do volume e freqüência da urina), acompanhados de perda de peso.
A doença aparece de forma tão repentina que, muitas vezes, o diagnóstico é feito somente quando a pessoa chega ao pronto-socorro com sintomas bastante intensos, como profundo mal-estar, desidratação, queda da consciência e níveis de glicemia sempre muito altos, na faixa dos 400 a 600 mg/dL. O hálito torna-se adocicado (conhecido como hálito cetônico), em função da grande quantidade de cetonas. As cetonas são fruto da quebra de moléculas de gordura que procuram substituir a glicose como fonte de energia.

Diabetes tipo 2

O diabetes tipo 2 está bastante relacionado ao excesso de peso, mas também influem fatores como o tabagismo, o sedentarismo, a hipertensão arterial e o histórico familiar. Em geral, surge em adultos a partir dos 30-40 anos ou em adolescentes que já apresentam excesso de peso. É o tipo mais comum de diabetes, correspondendo a 90% de todos os casos.
No diabetes tipo 2, o pâncreas inicialmente funciona bem. O problema está nas células de nosso corpo, principalmente dos músculos e de órgãos como o fígado, que mesmo na presença de insulina não conseguem absorver bem a glicose do sangue. Trata-se de um defeito genético que pode ser agravado por diferentes fatores de risco.
Diferentemente do diabetes tipo 1, em que os sintomas surgem de forma abrupta e de maneira pronunciada, o diabetes tipo 2 apresenta poucos sintomas, mas pode manifestar as mesmas complicações crônicas do diabetes tipo 1. Por isso, é fundamental que se examinem periodicamente os níveis de glicemia, principalmente a partir dos 40 anos ou naqueles que têm aumento de peso, colesterol elevado ou pressão alta.

Diagnóstico

O diagnóstico do diabetes tipo 2 pode ser feito por qualquer um dos três critérios* abaixo:

Critério 1*:

Glicemia de jejum igual ou maior que 126 mg/dL (após jejum de pelo menos 8 horas).

Critério 2*:

Glicemia acima de 200 mg/dL pelo menos duas horas após uma refeição ou a ingestão de 75g de glicose diluída em água (este teste é chamado de Teste Oral de Tolerância à Glicose ou TOTG, sendo realizado em laboratório).

Critério 3*:

Glicemia colhida a qualquer hora do dia (independente do fato de se ter alimentado ou não) acima de 200 mg/dL, desde que já haja sintomas de glicemia elevada (muita fome e sede, grande volume de urina e/ou perda inexplicável de peso).

(*) Critérios para diagnóstico do diabetes tipo 2, segundo a SBD (Sociedade Brasileira de Diabetes)

O diagnóstico do diabetes deve ser realizado apenas por médico, único profissional habilitado a prescrever a melhor conduta para o seu caso.

Fatores de risco

Histórico familiar

A hereditariedade é um fator muito mais importante para o diabetes tipo 2 do para o diabetes tipo 1, pois ocorre com freqüência muito maior em uma mesma família. Portanto, se você tem pais, avós ou irmãos com diabetes tipo 2, sua chance de desenvolver a doença aumenta.

Falta de atividade física

O sedentarismo costuma acompanhar o excesso de peso e vice-versa. Uma vida sedentária aumenta muito as chances de se desenvolver o diabetes tipo 2. Isso sem mencionar complicações que o excesso de peso pode trazer à sua pressão e ao seu colesterol.

Idade

O diabetes tipo 2 acontece já a partir dos 30 anos, embora atinja com maior frequência aqueles com mais de 45 anos. Nos últimos tempos, porém, tem aumentado bastante a ocorrência de diabetes tipo 2 em pessoas mais jovens, especialmente em obesos.

Excesso de peso e obesidade

O excesso de peso é um dos principais fatores de risco para o diabetes tipo 2. Tal fato é comprovado ao se observar que muitas pessoas com hiperglicemia conseguem revertê-la apenas com a perda de peso. Na verdade, a gordura que se acumula no corpo, principalmente na região da barriga (gordura abdominal), faz com que as demais células do corpo tenham dificuldade em utilizar a glicose do sangue, mesmo se houver insulina circulando.

Diabetes na gravidez

Mulheres que tiveram diabetes durante a gravidez, geralmente aquelas que tenham dado a luz a bebês muito grandes (com mais de 4 ou 5 quilos), têm maiores chances de desenvolver diabetes tipo 2 no futuro.
Diabetes gestacional
Aparece durante a gravidez e costuma desaparecer após o parto. Todavia, em alguns casos, pode voltar depois da gravidez, a qualquer tempo, e se estabelecer na mulher com as mesmas características do pré-diabetes ou do diabetes tipo 2.

Durante a gravidez são necessários cuidados médicos bastante rígidos, pois há um grande risco de os bebês apresentarem problemas ao nascer. No pré-natal, já na primeira consulta, o médico é capaz de fazer uma avaliação geral dos riscos de diabetes gestacional. Mulheres com excesso de peso antes da gestação ou que já tiveram filhos nascidos com mais de 4 ou 5 quilos ou ainda que já tiveram diabetes em gestações anteriores são as que têm maiores chances.

A ocorrência geral de diabetes gestacional pode variar de 1% a 14%, dependendo da população estudada e dos critérios diagnósticos utilizados.

Os critérios de glicemia para o diagnóstico do diabetes gestacional variam muito entre as associações médicas ligadas ao diabetes. Converse com seu médico sobre isso. 
Pré-diabetes
O pré-diabetes deve ser motivo de preocupação. Afinal, é um alerta de que algo precisa ser feito antes que o diabetes tipo 2 chegue para ficar. Geralmente, o pré-diabetes surge quando as células começam a apresentar dificuldades para absorver a glicose do sangue, mesmo quando o pâncreas ainda produz boas quantidades de insulina. Por esse motivo, o pré-diabetes é também chamado de intolerância à glicose ou de resistência à insulina.
Nestes casos, a hiperglicemia encontra-se em um nível intermediário entre a normalidade e o diabetes tipo 2. Assim, a glicemia colhida em jejum está entre 100 e 126 mg/dL e/ou o Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) está entre 140 e 199 mg/dL.

Na maioria das vezes, o pré-diabetes não tem sintomas. Por isso, é recomendável examinar os níveis de glicemia periodicamente, principalmente após os 40 anos, uma vez que o próprio pré-diabetes já traz riscos aumentados de doenças cardiovasculares e, a qualquer momento, pode se tornar diabetes tipo 2. Vale a pena conversar com seu médico sobre isso.

Diabetes e os olhos

Não importa o tipo de diabetes: o risco de acometimento da visão é extremamente preocupante!


O diabetes é a principal causa de lesões da retina (parte posterior do olho, onde a luz é focalizada e processada para que as imagens sejam enviadas para o cérebro) e, por conseqüência, uma das principais causas de cegueira em jovens adultos. É a chamadaretinopatia diabética.
O excesso de glicose no sangue ataca os pequenos vasos sanguíneos que chegam até os olhos, principalmente à retina. Uma vez que esses vasos sejam destruídos, a retina não terá mais energia para funcionar e a cegueira poderá ocorrer rapidamente. Por isso, é fundamental fazer o diagnóstico precoce de qualquer alteração.

Se você tem diabetes procure um oftalmologista pelo menos uma vez ao ano. Hoje em dia há tratamentos à base de raio laser capazes de ajudar na prevenção da cegueira em pessoas com maior risco.
Diabetes e os rins
O mau controle do diabetes, seja ele do tipo 1 ou 2, é a principal causa de insuficiência renal em todo o mundo. Para se ter uma idéia, de 40% a 50% dos pacientes submetidos atualmente à diálise apresentam nefropatia diabética.
Uma das funções dos rins é impedir que substâncias importantes para o organismo sejam eliminadas pela urina, dentre elas, a albumina, um tipo de proteína do sangue. Por essa razão, uma das maneiras mais características de se detectar o quanto os níveis excessivos de glicose estão afetando os rins é verificar se está ocorrendo uma perda inesperada de albumina na urina, mesmo que em pequenas quantidades. É a chamada microalbuminúria. Quando esta microalbuminúria for percebida, é hora de intensificar o controle da glicemia.

A presença de microalbuminúria também pode ser um sinal de que importantes vasos sanguíneos estão sendo afetados, principalmente os que irrigam o coração e o cérebro, aumentando as chances de infartos e derrames.

Diabetes e o sistema nervoso

Níveis elevados de glicemia podem atacar qualquer nervo do nosso corpo e prejudicar suas funções. Esse outro efeito prejudicial da hiperglicemia é conhecido como neuropatia diabética, que pode se manifestar de várias maneiras.

Neuropatia periférica

Os nervos localizados na periferia do corpo, como as extremidades dos pés e das mãos, podem ser afetados pelo excesso de glicose no sangue, resultando em adormecimento, formigamento e sensação de queimação ou choque nas áreas atingidas. Outro efeito possível é dor intensa, principalmente durante a noite, que acaba prejudicando o bom sono.

Neuropatia autonômica

A hiperglicemia não controlada, da mesma forma que agride os nervos das extremidades do corpo, podem também atingir os do sistema nervoso autonômico, que controlam o funcionamento de órgãos como o coração, estômago, intestinos, bexiga e vasos sanguíneos.

 Mantenha sob controle

Controlar o diabetes de forma adequada é, acima de tudo, um compromisso com a saúde e qualidade de vida. Significa adotar mudanças de hábitos já bem conhecidos, mas complicados de colocar em prática: reeducação alimentar, exercícios, além de vigilância constante.
"Prevenir é melhor que remediar." Essa expressão, verdadeira e muito conhecida, é um forte argumento para ajudar você a querer controlar adequadamente o diabetes, porque é a forma de ficar longe de diversas complicações.
Vários estudos demonstram que controle e comprometimento com o tratamento valem a pena. Veja, por exemplo, os resultados do mais importante estudo já realizado sobre complicações do diabetes, o DCCT (Diabetes Control and Complication Trial), mostrando o quanto você pode reduzir o risco das principais conseqüências do diabetes:

Redução dos riscos de complicações proporcionada pelo bom controle do diabetes

Retinopatia 76%
Nefropatia 54%
Neuropatia 60%

Se você adotar essa idéia, poderá reduzir em cerca de 60% os riscos de ter complicações. Procure o seu médico e faça com o controle regularmente. Se for necessário, ele recomendará o uso de medicamentos para que você atinja os objetivos.


4 comentários:

  1. Excelente essa utilidade publica que voce colocou sobre o DIABETES... É muito bom informar as pessoas sobre essa doença tão silenciosa e perigosissima que infelizmente pode levar as pessoas à morte, ou sequelas tão terriveis quanto a cegueira e a hemodialise por parada dos rins, ou até mesmo ao AVC e enfarto. Tenho controlado a dibetes ( que é do tipo 2) pois adquiri apos os 40 anos... e agora com esse problema do cancer que estou enfrentando quando tomei a primeira quimioterapia que foi a mais fraca, tive que ser internada na UTI pra tomar BOMBA DE INSULINA durante toda noite e de hora em hora fazer o destro pra controlar os niveis de glicemia do sangue... Passei tres noites na UTI e dois deles controlando atraves da bomba de insulina... muito ruim... tinha hora que caia demais e tinham que me dar algo pra tomar como suco não light pra poder subir um pouco... foi muito ruim... graças a Deus hoje está controlada, com insulina e remedio via oral... procuro me alimentar de hora em hora e não ficar muitas horas sem comer pra que ela não suba quem nem doida... é muito dificil, mas temos que nos controlar, e se voce trouxer mesmo algumas receitas pra nós diabeticos será uma bençao de Deus!!!

    Obrigada mais uma vez por esse serviço de Utilidade Publica!!!


    bjs no seu coraçao


    Izy

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  2. Oie flor.. que bom que gostou... sempre que puder vou postar coisas a respeito, ando meio sem tempo, trabalho e facul é puxado... mais vou arrumar um tempinho... p postar mais coisas... obg mesmo

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  3. Oiiiii Rachell,
    adorei seu blog,foi muito util,parabéns viu!
    abraços
    claudinha

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